Como sempre fazemos nas férias eu e minha mãe íamos viajar. Era só eu e ela, meu pai havia morrido quando eu tinha apenas 8 anos de idade. Não sabiamos bem o destino, mas qualquer lugar que fossemos estaria ótimo, eu estava enjoada da cara das pessoas da minha cidade mesmo. Era sábado, eu estava no meu quarto como sempre, eu nunca saia de casa. Era sempre assim: da escola para casa. Quando eu chegava do colégio tomava meu banho almoçava e ia diretamente pro meu quarto, que era de uma típica adolescente. cheio de posters de ídolos, bixinhos de pelúcia e blablabla. Como eu sempre faço, estava escutando meu velho mp3 que eu sempre levo comigo pra qualquer lugar e meditando sobre a vida até que minha mãe interrompe meus pensamentos e bate na porta do meu quarto. "espero que seja boas notícias" pensei comigo mesma.
- Marisa minha filha, quero falar com você um segundo pode ser? - minha mãe disse do outro lado da porta.
- Tô indo mãe. - eu falei, mas eu odiava quando alguém interrompia o "meu" momento. Tirei os fones do ouvido, que estavam meio baixos, e fui abri a porta.
- Vamos passar as férias na casa da sua prima Camille no interior ok? arrume suas malas vamos pela tarde, e não podemos perder o carro. E não se preocupe, vamos só passar uma semana lá, vai ser bem rapido você vai ver.
- É pra já mãe! - falei super feliz, afinal eu adorava minha prima Camille e também eu amo natureza. É bom sempre respirar ar puro já que na cidade você só vê cheiro de gasolina queimando.
Começei a arrumar minha mala e coloquei algumas coisas para mostrar a minha prima, afinal fazia quase 1 ano que não a via! era tempo pra caramba e eu queria muito colocar o papo em dia com ela. Assim que terminei de arrumar a mala botei ela no canto do meu quarto, separei minha blusa do snoopy, minha calça jeans bem meu estilo, e já deixei separado para quando eu fosse me arrumar não perdesse tempo. Entrei no banheiro, liguei a toneira para encher a banheira e fui pegar o sabonete. Quando a banheira encheu, desliguei a torneira e fui tratando de tirar logo as roupas, tomei meu banho e fui me trocar. Desci para almoçar e tive uma surpresa. minha mãe que sempre se atrasava nas viagens já estava lavando o prato que ela tinha sujado.
- Hum, bem rápida hein dona Elisa. - falei num tom brincalhão.
- Hoje não quero me atrasar, estou louca para ver sua tia. Anda almoça logo, vamos sair daqui a pouco.
- Tudo bem. - falei já pondo uma colher cheia na minha boca, também estava com pressa pra sair. a viagem duraria 5 horas e eu queria chegar o mais rápido possível.
- Pronto mãe terminei! - gritei da cozinha, já que ela estava no quarto só terminando de arrumar a cômoda.
- Já estou descendo - ela gritou de volta.
Enquanto ela descia, fui ao banheiro escovei meus dentes e peguei minha mala e meu mp3. Desci e sentei na porta enquanto ela vinha. Fui passando as músicas do meu mp3 e começei a escutar Hey monday.
- Vamos filha - minha mãe disse fechando a porta, eu fui diretamente pro táxi que já nos esperava perto da calçada.
Chegamos na rodoviária e fomos logo entrando no carro, entreguei a passagem ao cobrador e logo o carro estava saindo da cidade. Durante a viagem vi vários lugares bonitos e tirei algumas fotos. algumas horas depois paramos para fazer um lanche, fui até a lanchonete comprei uma lata de coca-cola e um pacote de doritos, o meu salgadinho preferido, e fui em direção ao carro tomando a coca-cola. Enquanto eu andava em direção ao carro eu estava de cabeça baixa mexendo no meu mp3 , veio um garoto correndo desesperadamente em minha direção e... plaft! se esbarrou em mim molhando um pouco minha blusa de coca-cola.
- AFF! só pode ser castigo, só aconteçe comigo. Você tá cego garoto? mas que.. - parei de falar quando olhei pra ele. meu deus que garoto lindo! fiquei sem reação na hora. ele era totalmente p-e-r-f-e-i-t-o.
- Me desculpa moça por favor eu pensei que o carro estava saindo e - ele parou de falar quando olhou pra mim. não sei bem o que ele estava pensando, só sei que tratei logo de ir interrompendo ele.
- Desculpa? olha só pra minha blusa! e agora vou ter que ir toda molhada pro carro. - falei emburrada.
- Eu já falei que eu não a vi. - ele pegou um lenço que tinha no bolso e começou a tentar enxugar um pouco a blusa. - Melhorou? - ele falou esperando uma resposta positiva. Olhei e havia melhorado mesmo.
- É.. até que tá melhor. mas da próxima vez vê se olha por onde olha garoto. - falei tentando não demonstrar o quanto eu "tava na dele".
- Pode deixar. e também se eu a tivesse visto acha que eu iria molhar uma garota tão linda como você? - quando ele disse isso corei na hora. ele me chamou de linda omfg.
- Eu linda? bem que queria haha. agora deixa eu ir que eu to atrasada. - eu falei e virei as costas pra voltar pro carro.
- Ei - ele disse puxando meu braço - você não me disse seu nome - ele deu um sorriso.
- Ah, desculpa. Marisa, e o seu?
- Guilherme muito prazer, e mais uma vez desculpa.
- Tudo bem. e agora tchau, preciso ir..
- Tudo bem eu também. Tchau Marisa.
- Tchau guilherme - Fui indo em direção ao carro. Não sei porque mais quando o vi tive uma sensação muito boa, algo.. inexplicável. quando eu tava entrando no carro olhei pra trás e vi que ele ainda me observava de longe. fiz uma cara de alok-pegael-mebja e acenei da porta do carro, ele sorriu e acenou de volta.
O tempo estava passando e a imagem daquele garoto não me saia da cabeça! parecia até as músicas da paramore, banda que eu amo muito, na minha cabeça. sempre que eu o via nos meus pensamentos dava um sorriso bobo e minha minha ria da minha cara, " coisas de adolescente " ela deve ter pensado. Quando eu o veria novamente? Porque eu não peguei o número dele? perguntas e mais perguntas vinham na minha cabeça. e cada vez mais eu não sabia responde-las.
Finalmente chegamos na pequena cidade da minha prima. Era um lugarzinho bem tranquilo pela manhã, à noite tinha pequenas festas entre amigos, e a praça só vive cheia de pessoas.
Chegamos na rodoviária, pegamos um carro e fomos até a casa da minha prima. quando a vi na porta senti uma alegria imensa. abri a porta do carro e corri para abraça-la.
- Meu deus que saudades minha prima - ela disse quase chorando.
- Né - eu concordei com os olhos cheios de lágrimas. - me conte tudo quando entrarmos.
- Com certeza estou cheia de novidades. - ela deu um sorriso malicioso.
-Depois vocês conversam. agora dá pra me ajudarem aqui? - minha mãe disse toda atrapalhada com as malas.
- Ops, claro mãe! desculpa. - falei rindo. eu e a Mille fomos ajudar a ela a carregar as malas, entramos em casa, fomos pro quarto de hóspedes e nos acomodamos. Assim que arrumei minhas coisas fui ouvir as novidades da minha prima. Ela falou sobre os rolos com os ficantes, falou sobre as fofocas das garotas de lá que particulamente se achavam de mais e disse sobre o novo namorado. Quando ela terminou de contar as novidades dela mostrei algumas coisas que eu tinha trazido pra ela ver. Nem contei sobre o Guilherme, até porque eu achei que nunca mais o veria. Depois fomos até um riacho que tinha perto de lá da casa dela que era do sítio do pai dela. Voltamos logo já que era meio tarde, jantamos e ficamos conversando muito até a hora de dormir.
No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos até o centro. Compramos algumas coisas e doritos, depois fomos de volta pra casa. chegando em casa minha prima ligou para alguém que eu não sabia quem era e depois veio correndo ansiosa em minha direção.
- Prima. Tipo, eu falei pra um colega meu do colégio que ia te apresentar né..
- Quê? só você mesmo Mille! - bufei
- Ah quê que foi Mari! deixa de ser cheiro mole - ela morreu de rir da minha cara - mas continuando, eu disse que você já tinha chegado e ele disse que quer te ver amanhã no colégio e que era pra você ir comigo. ele é um gato! você tem que ver.
- Ai Deus, no que você vai me meter hein?! - falei sorrindo.
- Relaxa. - ela falou maliciosa.
O domingo terminou com o de sempre. risos, palhaçadas, família feliz e blablabla. e como sempre meus pensamentos no Guilherme. Na segunda-feira eu acordei ansiosa, eu queria muito ver o garoto de quem minha prima falava (e quem ela ia me apresentar). quanto mais o tempo passava mais eu ficava feliz, pois minha prima estudava de noite né, e pareçe que a noite nao chegava.
Finalmente era 17:30 eu já estava pronta. ficamos sentadas na porta até que o ônibus escolar chegou.
- Tchau tia, tchau mãe - minha prima disse indo em direção ao ônibus e eu fui logo atrás delame despedindo também da minha mãe. Quando entramos vi cenas normais como em qualquer outro ônibus você também veria. Os garotos do fundo pertubando sempre, as patricinhas fazendo as unhas, casais trocando carinhos, e outras coisas típicas de ônibus escolares.
Alguns minutos depois chegamos na escola. não sei porque mais meu coração começou a bater mais acelerado, talvez pela ansiedade. Entramos na escola e logo fui o alvo dos olhares curiosos. não gosto disso mais tudo bem né, nunca me viram lá achei normal que me olharem com aquelas caras.
- Prima, se você não quiser entrar na minha sala você pode ficar aqui no pátio sentada nos bancos tudo bem?
- Com certeza, deus me livre entrar na sua sala é muito mico! - falei e nós duas começamos a rir.
- Tudo bem, na hora do intervalo eu vejo se encontro ele e te apresento. mas enquanto isso eu vou ter que ir pra aula. até logo
- até - eu disse.
Peguei meu mp3 e coloquei Trouble do Coldplay pra tocar, e fiquei olhando pro céu. Tava tão estrelado... as estrelas as vezes são uma ótima companhia quando se estar sozinha num pátio de um colégio. Eu estava pensando como era bom viajar e esqueçer de todos seus problemas, até que minha prima interrompe meus pensamentos.
- Ei prima, olha ele aqui! - tirei os fones do ouvido e quando virei não acreditei no que vi.
- Você? - falamos na mesma hora quase sem acreditar no que víamos.
- Caraca meu Deus. Marisa, é você mesmo? - ele falou surpreso.
- Ah gente, você já se conhecem? - minha prima falou decepcionada.
- Sim Camille, nos conhecemos na rodoviária de lá da minha cidade. mas espera o que você fazia lá? - eu perguntei confusa.
- Meu pai mora lá, dei uma passadinha por lá ele vai viajar e só volta daqui a um mês. Mas mudando de assunto, que coincidência hein.. eu e você.
- Pois é. - eu respondi toda boba.
- É vou sair daqui to sobrando bye. - minha prima disse rindo e logo saindo.
- Posso sentar ao seu lado? - ele perguntou.
- Claro.
- Então quer dizer que você é prima da doida da Mille né? - ele riu.
- Aham. - falei rindo também.
Durante todo o tempo ficamos conversando, e foi assim a semana toda. Tínhamos tudo em comum desde séries, músicas, filmes, livros, e várias outras coisas. Todos os dias em que eu ia pro colégio da minha prima, mais a gente se aproximava. sempre ele levava algo pra me mostrar, até deixar de andar com os amigos pra ficar conversando comigo ele deixou. Durante a semana meu pensamento era só dele. Tudo que ele me dizia me servia de conforto. Não falei nada sobre o que eu sentia por ele, achei que era melhor assim. "ele só deve me considerar como amiga mesmo" pensei.
Terça, quarta, quinta e.. sexta. Sexta é o último dia de colégio e a última vez que eu o veria naquelas férias. Meu dia foi um horror, não quis papo com ninguém apenas fiquei pensando nele. Cada música que tocava no meu mp3 me fazia chorar ao ver no meu pensamento aquele rosto, aquele sorriso que me fazia arrepiar toda e que me deixava boba. Acabaria naquele dia, afinal eu iria embora no sábado, e ele mora um pouco longe da minha prima não tinha como a gente se encontrar. Naquele dia, até as estrelas não eram melhor companhia que ele.
Pegamos o ônibus e fomos para o colégio. minha prima nem sequer me perguntou porque eu estava com meu astral lá embaixo, ela já sabia. já havia notado a ligação que nós dois tinhamos desde o primeiro dia em que nos vimos lá no colégio. Quando eu cheguei fui logo procurando ele, mais não o encontrei. Me desesperei na hora e sentei no banco onde sempre eu sentava com o Guilherme. onde estaria ele? será que ele não viria se despedir de mim? meus olhos encheram de lágrimas.
- Marisa. - levantei a cabeça e olhei pro lado. era a Mille. - Sabe uma praça que tem aqui ao lado? - eu balancei a cabeça positivamente. - ele está lá te esperando. ele vai faltar aula hoje só pra ficar com você.
Abri um sorriso bobo e minha prima como sempre riu da minha cara. Me levantei do banco rapidamente e corri pra saída do colégio, caminhei até a praçinha e ele estava lá. Lindo como sempre e com aquele sorriso que me fazia ir as nuvens e voltar.
- Pensei que não ia vim. - ele falou num tom brincalhão.
- HAHA, engraçadinho você. como eu não ia vim.
- Vem senta aqui comigo. - ele puxou minha mãe e me guiou até seu lado. - Você gosta de estrelas certo?
- Amo, elas são tão lindas. são ótima companhia quando se está sozinha no seu quarto não acha? - ele riu.
- Bom, como hoje é.. o último dia que a gente vai se ver eu - ele pôs a mão no bolso e tirou um pequeno colar que tinha um pingente que era uma estrela com strass. era linda. - comprei isso pra você se lembrar de mim sempre que estiver se sentindo só. é simples mais é... com amor.
- Que linda. muito obrigada e não precisava. só de pensar em você já é um conforto pra mim.
- Sabe marisa. - ele pegou na minha mão. - tem uma coisa que eu queria muito falar pra você. Não sei se devia, mais vou falar. Sabe aquele dia em que a gente se esbarrou lá na rodoviária? pois é, desde aquele dia eu não parei de pensar em você. Não sei porque, mais cada vez que eu penso em você fico tão feliz. Eu chorei no dia em que a gente se conheceu porque pensei que a gente não ia mais se ver. Eu sei que a gente não vai poder ficar junto, mais eu só quero que você saiba que eu nunca vou te esqueçer. e que eu te amo muito, muito mesmo minha estrela. - as palavras deles soaram como música nos meus ouvidos, era tudo que eu queria ouvir. logo logo os meus olhos e os olhos dele se encheram de lágrimas e nos abraçamos.
- Eu também sinto o mesmo por você Guilherme. mas.. não falei antes porque pensei que você só me via como amiga. e eu também não deixei de pensar em você desde aquele dia. Minha prima até estranhou porque eu ficava rindo sozinha no quarto escutando as músicas, mais quando eu contei ela entendeu meu lado. eu queria ficar mas sabe como - ele me interrompeu com um beijo. não é por nada mais foi o melhor beijo que eu já dei em toda minha vida. nossos lábios se sincronizavam numa sintonia perfeita. era tudo tão perfeito, eu não queria que acabasse. nos sentamos no banquinho da praça e ficamos ali olhando pro céu enquanto havia tempo. Eles pôs a cabeça dele em cima da minhas pernas, e eu começei a brincar com o cabelo dele, até que ele rompeu o silêncio.
- Você promete que apesar de tudo, nunca vai me esqueçer?
- Não precisa me pedir, eu sempre vou pensar em você. - ele sorriu, acariçiou meu rosto e me deu um leve beijo.
- Já está na hora. melhor irmos para não ficarmos perdidos aqui - eu disse.
- Com você eu iria até o fim do mundo. - eu ri e o beijei.
- Vamos?
Ele pegou na minha mão e fomos para o ônibus. Subimos juntos e todos já estavam lá, só faltava a gente. Quando chegou no ponto dele, ele pegou a mochila dele e sussurou no meu ouvido:
- Eu te amo, não esqueça disso. nunca.
- Eu também te amo muito meu gui. - respondi e sorri com os olhos cheios d'água. Ele sorriu de volta, beijou minha testa e desceu do ônibus rumo a sua casa. Todos ficaram olhando, mais eu nem liguei.
Não sei por onde ele anda, talvez olhando as estrelas, quem sabe.
mas só sei que até hoje ele é o dono dos meus pensamentos.---
PS: texto meio grandinho, tá uma porcaria que eu sei mais deu vontade de escrever então pronto x-x
kisses.
AMIGA GOSTEI MUITO DESSE TEXTO CARACA MUITO GRANDE MAIS EU LI TD
ResponderExcluirRSRSRRSRSRSR
GOSTEI PRA CARANBA !!!!!
É bem grande mesmo D: começei a escrever e quando fui ver deu nisso. qn
ResponderExcluirMais valeu por ter lido *-*
<3